Um dia


Cândido
 


Eu fui um dia a cor do teu batom
Bordando teus sorrisos de marfim
E a tua boca aberta para mim,
Era o meu ilimite da ilusão


Um dia encontrei teu coração
Entre as hortenses frias do jardim
E guardei-o todinho só pra mim
Com a hipertermia da paixão


E o meu tempo tão jovem mal perdido
Buscando Dulcineias, iludido,
Como o herói da trágica figura,


Esqueci-o em minhas noites de tristeza
Mas nunca esquecerei, tenho a certeza,
As nossas madrugadas de ternura.

Cândido, 06/08/2008

 

 

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