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SURPRESAS DA VIDA
Marcial Salaverry
C
Trabalhar externamente, por vezes possibilita
algumas surpresas interessantes. Juvenal rodava por estradas quase o dia
inteiro, no desempenho de suas funções, e em uma dessas andanças, teve uma
surpresa extremamente agradável. Era um desses dias em que as coisas parecem
conspirar negativamente. Dois clientes com os quais marcara entrevistas,
haviam lhe dado um sonoro cano, e ele estava meio que sem saber o que fazer,
rodando por uma estrada secundária, quando viu uma jovem caminhando pelo
acostamento, meio apressada. Apesar de ser contra a "captura" de aventuras
em estrada, pois sempre existe o perigo de ser uma armadilha adrede
preparada por assaltantes, ele resolveu parar o carro, apesar da moça não
ter olhado quando buzinou.
Quando ela ia passando, ele a chamou e
ofereceu carona, pois ela parecia estar apressada. Pensou que seria uma
professora que houvera perdido a condução. Ela aceitou, pois realmente tinha
que chegar rapidamente à agência bancária na cidade próxima, para retirar um
dinheiro que seu marido lhe enviara para a viagem de volta para o sul. Ele a
levou até o Banco, e prontificou-se a esperá-la, e assim a levaria até a
Rodoviária. Claro que com intenções outras... Ela sorriu-lhe, dizendo ser um
"cara muito simpático".
Logo ela retornou, dizendo haver um atraso na
remessa do dinheiro, e precisaria ficar esperando pelo menos mais duas
horas. Dizendo não ter nada para fazer, pois seus clientes haviam dado uma
mancada com ele, ofereceu-lhe companhia. Sugeriu que poderiam passar essas
duas horas simplesmente papeando, ou fazendo algo mais interessante em um
motel. Ela aceitou a segunda hipótese, com um sorriso muito sugestivo,
dizendo que realmente poderia ser uma espera muito agradável.
E foi, pois o motel era muito bem equipado,
com uma bela piscina no quarto. Ela pediu para ir sozinha à piscina.
Despiu-se e foi. Juvenal, ao vê-la despida dentro da piscina, não resistiu,
ainda mais quando ela disse que a água estava um pouco fria. Perguntou se
ela não queria que ele a aquecesse, e ela disse que sim. Ele entrou na
piscina, e a abraçou carinhosamente, trocando um longo beijo. Enquanto se
beijavam, ficaram roçando os sexos, na tentativa de uma penetração ali
mesmo. Ela começou a beijar-lhe o peito, e foi descendo até chegar ao
membro, beijando-o carinhosamente, e enfiando-o totalmente na boca, durante
alguns segundos, e voltou a beijá-lo na boca.
Sentindo a excitação crescer, ele sugeriu que
fossem para a cama. Ela disse que sim, e desceu novamente até o sexo...
Juvenal saiu da piscina, e ela permaneceu em pé, olhando-o apenas. Ele
perguntou se ela não iria sair, e ela balançou negativamente a cabeça... Ele
então voltou, e sentou-se na beira da piscina, chamando-a para seus braços.
Ela veio, e voltaram a beijar-se
apaixonadamente. Na posição em que estavam, ela começou a sugar-lhe o sexo
com mais desejo ainda, logo saiu da piscina, e foram para a cama, para
saciarem aquele tesão intenso. Ela voltou a beijar-lhe o sexo, dizendo que
estava muito gostoso. Ele então, quis retribuir-lhe o prazer, mas ela disse
que não queria ser beijada em seu sexo, queria ser penetrada logo. Ele então
começou a penetrá-la lentamente... sem pressa, apesar da urgência que os
sexos pediam.
Essa maneira de fazer sexo, deixou-a mais
enlouquecida ainda, pois o prazer ia se prolongando, até o gozo explodir
para ambos, ao mesmo tempo.
Depois, permaneceram mais algum tempo
deitados, beijando-se carinhosamente, e terminaram por amar-se novamente.
Ela não quis dizer-lhe o nome, pois era casada e seu marido era pessoa
conhecida, político influente, apenas não havia resistido a uma aventura
louca como essa, da qual jamais se esqueceria. Juvenal levou-a novamente ao
Banco, ela retirou o dinheiro que já havia chegado, dali para a Rodoviária,
e fim de papo. Possivelmente jamais se cruzariam novamente, salvo se o acaso
fizesse das suas novamente...
Realmente, foi uma espera muito agradável...
E Juvenal intimamente agradeceu aos clientes que o haviam deixado tão
aborrecido antes. Simplesmente, coisas da vida...
C
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