SONETO DO MAR DA PAZ

            Autor: Victor Alexandre




Nosso planeta tem muitos mares.
Tem mar aberto e mar fechado
Tem mar calmo, mar encapelado.
Também se fala dos sete mares.
Parece que até tem mar na Lua.
No mar têm coisas boas, coisas más.
Mar de rosas quando Terra tem paz.
Mas a verdade nua e crua,
É que não se possui um mar da paz
Que para todo o sempre persista.
No entanto chega a bonança
Com o que ao longe se avista.
                  [É o lindo barco branco da Paz
                  Que vem carregado d'esperança.]

Pelas imensas águas salgadas
Imponente barco branco da Paz
Avança de velas desfraldadas
No desempenho da sua missão.
Nem vento nem mar encapelado
Impedem sua determinação
De mostrar ao homem que guerra faz
Que está no caminho errado.
Solta o grito desesperado:
Fim á guerra, destruam o canhão!
Parem de matar o vosso irmão,
Seja homem mulher ou criança!
                [Imponente barco branco da Paz
                É um mensageiro d'esperança.]

Mas o homem é de dura cerviz,
Orgulhoso e duro de coração
A mensagem de paz não quer ouvir.
E a todo o custo vai impedir
O desempenho daquela missão.
Logo ao longe o barco avistou,
Com ódio, raiva, armou o canhão!
O mensageiro da paz afundou.
Por isso agora e no porvir,
Sofrerá e nunca será feliz.
Ceifando vidas será seu quinhão
Seja d'homem mulher ou criança.
                  [Afundaram barco branco da Paz.
                  Findaram com toda esperança!]

                                                      (Extraído do meu livro

                                                      Os Coquetéis da Dona Adélia)

 

 

                         

 

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