RUÍNA DE AMOR
José Roberto Abib

C

É a morte, antítese da sorte,
Ou um simples desencontro
Na arte de viver?
É o desfecho, também um desleixo,
Ou do destino, puro descuido,
Inevitável, no que tem que ser?
É a astúcia, expressão e argúcia,
Que ao tempo se dê?
É o lamento, simples argumento,
Que nem sempre entendo
Quando quero amar?
É, a tua paz, a luz que me atrai,
Ou, tua beleza, meu temor e fraqueza,
Quando penso em me apaixonar?
Há na tua fria indiferença
Toda displicência que me faz infeliz?

Capivari, 05/02/2006

C

 

 

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