Poema a quatro Mãos

Cândido



Logo que o sol se esconde além do mar
E o dia se escurece no horizonte
É a hora de ir matar, na tua fonte,
A sede que me causa o verbo amar.


Meus dedos tacteando a escuridão
Encontram tua fonte humedecida
Onde vou comungar a nossa vida
Num ritual de amor e excitação.


E fica assim a vida semeada
Na chuva que deixei de madrugada
A escorrer de mansinho nos teus vãos.


E, sobre os lençóis da celebração,
Uns pingos de suor e de emoção
São rimas dum poema a quatro mãos.

11/04/2005

 

 

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