OS MARGINAIS
 

Cândido

 



Que esperavas de mim, sociedade,
Se quando era semente me espalhaste
Numa terra infeliz, que desbravaste,
Sem um gesto de amor, sem piedade?



Que esperavas de mim, humanidade,
Se quando era flor não me regaste,
Se quando quis saber não me ensinaste
E me largaste à toa na cidade?



Aos quinze me prendeste com iguais
Para cursar as leis dos marginais
E onde aprendi que a vida vale nada.



Aos vinte, sou o teu maior flagelo,
Tenho um revolver frio como gelo
E quando o uso, tu és a culpada.


Cândido, 22/10/2008

 

 

®Respeite os Direitos Autorais®

 

CRIANÇAS

 

  

Envie para 10 amigos

clicando na figura.

 

 

Poesias em Espanhol

Poesias Erótica

Poesias de Amor

Poesias de Candido

Poesias de Amigos

 

VOLTAR