OS DOIS LADOS DO MEU RIO


Cândido



É uma lágrima só, na serrania,
A escorrer entre tojos e azinhos,
Teimosa, abrindo sulcos e caminhos,
Formando um rio de água pura e fria.


É o meu rio em doida correria
A movimentar rodas de moinhos
Onde se mói o grão dos pobrezinhos
Para o divino pão de cada dia.


Mas quando o Inverno chega em seu rigor,
Transborda do seu leito, é um pavor!
Perde-se a horta o gado e a alegria.


E os magros aldeões, pobres, sem nome,
Vão ao templo matar a sua fome
Com o sagrado pão da eucaristia!

 

 

®Respeite os Direitos Autorais®

 

  

Envie para 10 amigos

clicando na figura.

 

 

Poesias em Espanhol

Poesias Erótica

Poesias de Amor

Poesias de Candido

Poesias de Amigos

 

VOLTAR