Os Amigos

 

Cândido


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Meus amigos, de longe ou de mais perto,
Feitos agora ou os da minha infância,
Estão sempre todos à mesma distância
Para todos tenho o meu peito aberto.


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A todos, igualmente, respeito...
Muitos são incorpóreos, virtuais,
Mas são tão amigos como os reais
Todos moram nas dobras do meu peito.


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Até o amigo ausente, em parte incerta,
Está sempre presente na minha festa,
Pois está sempre em mim a sua essência.


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Por que aquele que é amigo da gente
Está no nosso peito, bem presente,
Mesmo sofrendo a dor da sua ausência.

Cândido, 20/07/2004
 

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