O Sabiá e o Rouxinol

 

F

 

 

Tu tens um sabiá dentro do peito
A cantar aquarelas desse Outono
Como se em alguns sonhos do teu sono
Tecesses os lençóis onde me deito.
 


Eu tenho um rouxinol do mesmo jeito
A cantar primaveras encarnadas
Florindo entre rubras madrugadas
As pétalas de flor com que te enfeito.
 


E agora o sabiá e o rouxinol
Reúnem-se em tertúlias de lençol
Pra discutirem versos que ambos tecem.
 


Alheiam-se de tudo que os rodeia
E na minha casinha, lá da aldeia,
Num eterno abraço se adormecem!

Cândido, 22/06/2005

 

F

 

 

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