O BAILE DO JACARÉ

Maria Hilda de J. Alão.



Queria a cobra Marizé
Dançar como Salomé
No baile do jacaré
Ao descer a maré.
 


Mandou fazer um vestido de chita,
Essa cobra exibida,
Igual ao que viu na revista
Desenhado pelo estilista
 


Um velho pavão vaidoso.
E ficou tão horroroso,
Amarfanhado e volumoso,
O vestido que seria formoso
 


Se não fosse a fraca visão
Do costureiro corujão.
Marizé rolou pelo chão,
Até disse um palavrão.
 


Mas de nada adiantou,
Estragado o vestido ficou,
No alagado ela o jogou,
E para longe a maré o levou.
 


“Marizé, tu não necessitas,
De nenhum vestido de chita
Porque tu és tão bonita
Com essa pele cheia de pintas.”
 


Foi o que disse o chimpanzé,
Agarrando o cipó com o pé,
Para descer à beira da maré
Onde rolava o baile do jacaré.

21/12/05.

                               Envie para 10 amigos

                               clicando na figura

                        

 

Fale com o autor
Voltar