Nossa Mina





No vértice desse teu ângulo recto
Que formam tuas coxas quando abertas
Nem sonhas a loucura que despertas
Enquanto dos meus sonhos não desperto.

Tens nesse fulcro uma mina de ouro
Que quero garimpar pelo escuro.
Quero ir lá bem no fundo desse teu furo
Pra buscar o prazer do teu tesouro.

Desfrutemos enquanto o prazer brota
Enquanto o filão de ouro não se esgota
Saibamos tirar dele o seu melhor.

Para que quando o ouro se esgotar
E a enxada que o cavou se enferrujar
Que não se esgote a essência do amor.


Cândido, 17/12/2003
 

 

 

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