Musa de Poemas Vadios

Cândido



Mulher das minhas noites de veludo
Na cabana do rio ou no relento,
Em abstracção total do pensamento,
Que a eloqüência das mãos já nos diz tudo.
 

Musa dos meus poemas encarnados:
Transcrições de sussurros e gemidos,
Quando o amor nos encontra já perdidos,
Na demência infantil dos namorados.
 

Princesa em meus palácios reais
Ou vadia por entre os canaviais,
És sonho dos meus frutos proibidos.
 

És sensação de amor e de prazer
Dos poemas que havemos de escrever,
Ao nosso corpo há muito prometidos.

Cândido, 10/05/2005

 

 

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