MORMAÇOS NO ESPELHO

Michel H. Baruki
 

Não foi preciso que falasse,
já era meu o teu segredo,
te derretendo no meu dedo,
com a paixão na tua face.

Antes que o beijo terminasse,
despudorada nesse enredo,
assassinaste todo o medo,
convulsionando o desenlace.

Eu penso nisso minha amada,
em quando amando te bebia,
no deslumbrar da madrugada.

O nosso espelho refulgia,
lá na parede envergonhada,
suando com a nossa orgia.

Michel – Blumenau

 

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