Minha Esquizofrenia


Cândido

 

 


Este poeta triste apaixonado
Plasma-se na sua rima plebeia
Que leva à noite à sua Dulcineia
Derradeira miragem do seu fado.


É um Rocinante de vento do Norte
A poluir as águas do seu rio
Com as fezes mentais dum desvario
Dignas dum esquizofrénico Quixote,


Que já quebrou a lança num momento
De luta com seus moinhos do vento,
Onde ficou ferida a sua esperança.


Ah! Poeta infeliz, o teu destino,
Há de ser dum eterno peregrino
Pelas mentes de qualquer Sancho Pança!

Cândido, 26/02/2004
 

 

 

 

 

 

 

  Musica: Battle Star

 

 

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