LEMBRANÇA

Maria Hilda de J. Alão.


I


É onda que vem e que vai,
vento que levanta a areia
das dunas dum coração
depois de erodida a paisagem
de tudo que foi vivido.
Cometa riscando o céu,
lua na escuridão
da noite da saudade.
Marinheiro sem porto
perdido na tempestade,
página de um diário
de anotações cotidianas.
Sem ela não se vive,
embora, às vezes, doa.
Melhor sentir sua dor
do que nada ter pra lembrar.

07/09/05.

 

I

 

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