Forró na noite Quente.

Cândido
 


Sentir-te prisioneira em meu abraço,
O cheiro do teu cio a me toldar,
Tua coxa entre as minhas a roçar
O fulcro interior do meu compasso;


Sentir os teus mamilos contra os meus
E o teu ventre colado no meu ventre
A provocarem a minha semente
Pra ir-se germinar nos vasos teus.


E a média luz que ajuda à emoção
Nos desvia dos trilhos da razão,
Na loucura do nosso entusiasmo.


E ainda antes da música acabar,
No canto mais escuro do lugar,
O baile acabará num doido orgasmo.


Cândido, 08/04/2005

 

 

 

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