Estações.

Michel H. Baruki
 

 


O verso começou no inverno,
com palavras frias, esperanças cinzentas,
as águas que caiam eram tristes, reflexos da minh’alma,
mas cada gota armazenei, construí uma usina...
e o meu peito gerou amor.

* * *
Continuei versejando outono afora,
Com frases de folhas, voavam ao vento, amareladas...
As ilusões se perdiam, sem direção, reflexos do anseio...
Mas reuni cada folha, fabriquei adubos...
E fertilizei teu coração.


* * *
Brotaram versos primaveris,
Com poemas ternos, paisagens brilhantes, coloridas,
Reescrevi o destino em paz, reflexos do espírito,
Mas provei afagos, edifiquei uma aquarela...
E explodiu um arco-íris de desejos.

* * *
Hoje escrevo no verão,
Com palavras quentes, vivência dourada,
A poesia do teu corpo inspira, reflexos do amor,
A paixão arde como o sol, e nos funde...
Numa única estação.

Michel – Blumenau
 

 

 

 

 

  Midi:  Vivaldi

 

 

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