ENSAIOS DE AMOR

 

 

Cândido

 


O amor é um espaço ilimitado
Onde as almas costumam editar
Cenas que os corpos vão representar,
Neste palco de vida, comungado.


E na penumbra da luz e do som,
Num recanto propício às emoções,
Abraçados, dois loucos corações,
Sonham mais uma noite de ilusão.


Eu ando nesse espaço a procurar
A alma que comigo há de encenar
O papel da minha interpretação


Eu já pintei cenários de comédia
Que, sequer, quero pensar na tragédia
Que acontece no fim duma paixão.


Cândido, 18/01/2004
 

 

 

 

  Musica: Quem Sabe  (C. Gomes)

 

 

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