CONVITE

 

 

Maria Hilda de J. Alão.

I

Deita neste lençol morno
Tecido com a pele do meu corpo
Descansa a cabeça cansada
Nos meus seios intumescidos.
I

Vem, não é bom que se viva
Em praia cinza, sem sol,
De almas que não são
A luz na escuridão.
I

Não vagues entre gente desnuda
Vestida de insensibilidade,
Carne fria mercadejante
De prazeres mentirosos.
I

Vamos caminhar descalços...
Somos andarilhos do amor,
Os astros são nossos cúmplices
Nesta aventura cosmopolita.
I

Não sou pacífica ou temerosa
De normas repressoras ancestrais,
Também não deixo represadas
As águas dos meus sentimentos,
I

E se digo eu te amo, eu amo,
Com a verdade da palavra
Expressa no convite que faço:
- Vem, deita neste lençol morno!

23/07/05.

 

I
 

 

 

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