As Pombas Brancas de Bagdad

 

                  


 
Havia um lindo sonho pendurado
Nas asas daquela pomba branca
A pairar num céu de espaço ilimitado
E pleno de vida e de esperança…
 


Voava sobre as nuvens daquele fim tarde…
Havia no seu pensamento vitórias de Aladino
E as históricas noites de Sherazade
A germinarem naquela mente de menino.
 


De repente ouviu um silvo, como de um falcão.
Depois um clarão e um estrondo abalou as casas...
Sentiu uma dor para além do coração
Que lhe arrancou as penas, lhe tirou as asas…
 


Caiu … Notou que o seu corpo adormecia.
Reparou que o céu estava mais perto
E enquanto a pomba branca se esvaía,
O sonho… ficava nas areias do deserto!
 
Cândido, 07/04/03

 

 

 
 

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