A Ferroada da Formiga


 


Havia formigas num carreiro
Entre a velha colmeia
E o formigueiro.
Corriam apressadas
Num frenético vai vem
Indiferentes a alguém
Que as observava.


Então veio-me à ideia
Medir o tempo
Que uma formiga leva
Entre o formigueiro e a colmeia.
Sentei-me num velho tronco
A ver aquele frenesim…
Com um pequeno pincel
E uma pinta de tinta resolvi
Marcar uma formiga obreira
Para ver o tempo que ela
Demora a ir buscar o mel
E regressar à minha beira.
Esperei… E nunca mais notei
A presença
Da formiga que pintei.


Então senti uma ferroada da formiga
No meu apêndice
Ao fundo da barriga.
Baixei minha calça e… Ó minha gente!
Lá estava a formiga cinzenta
Cravando o seu dente
Na minha ferramenta.
Passou-me na lembrança
Que o bichinho apenas usou
O seu direito de vingança.
Seria vingança… Ou talvez fosse
Por que, mais que o mel da colmeia,
Me achou mais doce!

Pedi à namorada para provar
E ela mandou-me passear.


Cândido, 18/12/2003
 

 

 

@ Fale com o autor(a)

 

 

®Respeite os Direitos Autorais®

 

  

  Musica: Deep Impact

 

 

Envie para 10 amigos

clicando na figura.

 

 

Principal

Poesias em Espanhol

Poesias Erótica

Poesias de Amor

Poesias de Candido

Poesias de Amigos